Páginas

janeiro 08, 2010

Doces Palavras....



Como são, realmente, doces as primeiras palavras pronunciadas por nossos filhotes...Aquelas frases curtas, interrompidas e confusas que só nós mamães conseguimos decifrar! Ah, ainda me lembro da primeira vez que meus filhos falaram aquele “mã-mã” que eu queria muito entender “Mamãe também amo você”.


Nesse período é normal que fiquemos eufóricas e às vezes até torturemos nossos pequenos com aquele ritual : “Como é que fala isso?, como fala aquilo?, etc.” Coitadinhos nessa época eles têm que ter um saquinho...Haja paciência com as mamães orgulhosas, afinal o mundo precisa saber do talento dos nossos rebentos.

Me lembro que o Matheus (13) ao invés de dizer ÔNIBUS, dizia “MO-NI-NI-TA-TÁ”, assim mesmo bem soletradinho, e ainda tinha um “malma mamãe” que queria dizer Calma Mamãe. O Marcus, como sempre teve um professor, falava um pouco mais elaborado: O Foguete era” Fodete” (imagina como ficava FOGÃO), coitadinho (referindo-se a ele mesmo) era “toitadinho do nenê”. O mais divertido nisso tudo é que algumas vezes, só os pais, na maioria das vezes só a mãe, entende.



Estudos revelam que a maioria das crianças começa a pronunciar as primeiras palavras lá pelos 11 meses de idade. No entanto, é importante ressaltar que cada um tem o seu tempo para a aquisição da linguagem, podendo variar essa previsão. A fonoaudióloga e psicanalista da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc/SP), Maria Inês Tassinari, chama a atenção para o fato de que linguagem é, na verdade, tudo o que possui sentido. Um bebê não faz as coisas conscientemente, mas o simples fato dele existir já traz mudanças ao ambiente em que está inserido. Ele, então, incorpora as reações que causa nos outros, vai as aprimorando com o tempo e a sua linguagem evolui, explica a especialista. Um recém-nascido se comunica basicamente através do choro e desenvolve tipos distintos para representar "fome" e "dor", por exemplo.


É esperado que a criança que não seja amada e acariciada tenha mais dificuldades em se expressar, prejudicando seu processo de linguagem, inclusive em longo prazo. Por volta dos seis meses de idade, alguns bebês começam a pronunciar os primeiros "mamã", motivo de festa em qualquer casa. Outros só vão falar essa palavrinha mágica algum tempo depois. Após o segundo semestre de vida, espera-se que o pequeno já esteja apto para balbuciar sons familiares cheios de vogais: pá, dá, nã, qué. Os adultos o imitam brincando e o que o bebê responder vai se chamar de fala.


Entre 7 e 8 meses, a criança já reconhece o "não" e o seu próprio nome. É nesse momento, também, que percebe que ela e a mãe são pessoas distintas. Assim, se personaliza e começa a usar o "eu". Quanto mais informação o bebê capta, mais ele consegue transformá-la em palavras. É importante, nesse caso, conversar carinhosamente com o nenê, contar histórias, cantar músicas e, principalmente, falar corretamente com ele. Se a criança descobrir que consegue chamar a atenção para o que quer apenas apontando com o dedo, com certeza, vai demorar mais para desenvolver a fala.


A partir dos dois anos, a criança já utiliza já frases com cerca de duas palavras para pedir o que deseja: papa, mamãe. Mas, como ela ainda não consegue expressar tudo através da fala, é comum a frustração, que dá lugar à raiva e gera a birra. É importante que as pessoas ao redor compreendam o porquê disso, que é normal. É, mais ou menos, nesse momento, também, que começa a empregar o plural e tem início a fase dos "porquês". Com o tempo, o vocabulário vai se enriquecendo e ficando gramaticalmente mais sofisticado, principalmente quando ocorre o início da leitura e da escrita, lá pelos cinco anos de idade. Espera-se que a criança fale tão bem quanto escreva aos 12 anos, em média.


Fica a dica: Respeitemos o tempo de cada um, e curtam porque todas as fases são maravilhosas, mas passam...


Beijos,


Cris João.

 



Fotos: www.supernanny.com.br/materia_artigos.aspx?id=26, http://anacronijornalismo.files.wordpress.com/2009/01/sopadeletrinhas-1.jpghttp://www.doceiras.com.br/imgs/fig/SCAN0038.jpg

5 comentários:

Luciana Casado disse...

Adorei a super explicação!!

Karina disse...

Oi Cris!!

O Bernardo começou a falar cedo, e até hoje quando começa a falar não para mais, já a Sofia morre de preguiça...só fala o final das palavras, o nime dela é "tia" e o meu é "ina", o pai dela vive perguntando se é normal, nunca levei em nenhum especialists, mas acredito que seja, e quanto a isso estou muito tranquila, tudo tem seu tempo e ela é bastante estimulada.
Beijocas e bom fim de semana!!

Arte do Pirilimpimpim disse...

Adorei o post... cultura nunca é demais, mesmo quando ainda não temos os bebês para ouvir esse gostoso "mã-mã"!

bjinhos

Tecendo Histórias disse...

Adorei o post - e olha que sou fono,hein !!!!muito legal esse cuidado e seleção,abordando temas que preocupam as mamães, Parabéns !
está saindo do forno um novo cantinho na blogosfera que promete...só tem 1 postagem mas acredito que irão gostar...http://dedinhos-lambuzados.blogspot.com Bjs ! Betty

Dedinhos Lambuzados ! disse...

Olá ! Tem uma postagem especial para deixar felizes as mamães da turminha que tem intolerância à lactose. Dá uma espiadinha ... Este blog de vocês é muito legal, parabéns ! Beijinhos lambuzados !

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Tem mais disso

Related Posts with Thumbnails