Não, não estou fazendo nenhuma campanha para vacinar as crianças, mesmo porque, acho o assunto muito delicado, não sou especialista, acho que cada mãe e cada caso, merecem o seu respeito e opinião. Portanto, estou aqui apenas para relatar uma historinha pra lá de curiosa e gostosa de contar (pelo menos pra mim que sou mãe protagonista). O Murilo sempre foi um menino muito bonzinho (dizem que puxou o meu temperamento quando criança, sempre boazinha e de fácil convívio). Um filho sempre tem seus momentos de teimosia, mas devo admitir que com ele, num balanco geral, até que são poucos....o que tento sempre fazer antes de acontecer algo novo no seu cotidiano, é conversar e tentar explicar o que vamos fazer agora, quais são as possíveis coisas que vão acontecer ou não....a medida que ele foi crescendo as curiosidades foram aumentando e também a compreensão (ou nao), mas a última que aconteceu, foi demais:
Um belo dia (já tinha passado do momento em que a pediatra tinha mandado), resolvi que pegaria o Murilo na escola e levaria para tomar a tal vacina. Quando tinha deixado ele na escola, já tinha falado por alto. Fui no horário de saída e óbvio que ele já tinha esquecido e soltou logo um:”Mãe, quero “cacate” (leite com chocolate na mamadeira)”. Então eu expliquei que naquele momento nós estávamos indo no laboratório tomar vacina e que depois eu lhe daria. “Hein?!” ele disse. Como eu já tinha me programado, já estava prestes a agüentar todas as choradeiras do mundo, resolvi conversar. Fui contando que iríamos tomar um "beijinho de abelha"(nao sei de onde tirei isso, mas foi o que me veio a cabeca), que era para o bem dele, para não ficar dodói , e que era uma picadinha, mas era rapidinho e etc. Então ele conversando soltou: “Mãe, a abelha vai brigar com o mosquito, pra ele não me morder mais e eu nao ficar dodoi....” e assim fomos conversando, fui tentando explicar do meu jeito com a “viagem” dele e assim chegamos no laboratório. Ele estava bem e não demonstrou nenhum desespero, nem nada. Chegada hora, nós entramos na salinha e conversando sempre: é apenas uma picadinha, só vai doer um pouquinho, “Não é tia?!” disse eu indagando e já afirmando com as enfermeiras, para elas entrarem no clima do “sem terrorismo”. Tudo explicado, eu sentei com ele entre as minhas pernas (como de costume, para segurança dele não se mexer) Uma enfermeira segurando do outro lado. Eu tentando tranqüilizá-lo (e a mim também né gente, vamos combinar que ver uma pessoa com uma agulha “furar” o seu filho, mesmo que para o bem dele, não é nada, nada agradável) tampei os olhinhos dele para que ele não visse e a enfermeira: “Isso mesmo, mãe melhor não deixar ver, vai ser rapidinho Murilo”. Proooonto! Hein? Como? O cara nem se mexeu, não vocês não estão entendendo, nem um “movimentinho”, nada todo mundo chocado e eu quase chorando de ver o meu filhote, ali firme e forte, NADA! Apenas esperando o band-aid (de bichinho). As enfermeiras ficaram estarrecidas e eu estava com um misto de orgulho e pena do meu filho.
Fomos saindo e então ele disse: “Mãe agora eu quero cacate” CACATE?! Eu tinha vontade de dar o mundo inteiro pra ele se fosse possível, dei a mamadeira ele foi tomando e como tive que ir dirigindo, não podia nem abraçar ele gostosinho, mas quando chegamos em casa eu fiz questão de contar para todos e para que ele ficasse também orgulhoso, assim como eu estava. O melhor ainda, foi que ele não teve nenhuma reação a vacina, sei lá, a gente escuta tanta coisa não é mesmo?! Um alívio e a sensação de missão cumprida me tomaram conta enquanto eu fiquei o resto do dia, admirando meu anjinho...Claro que com criança, nada é como planejamos, mas acho que ir explicando pra ele foi me acalmando também e me preparando para o que pudesse acontecer.
Beijos
Andrea João
O lugar certo pra fofocar sobre nossos pequerruchos, trocar receitas caseiras e rolar de rir das historinhas deles. Além das dicas de lojas, médicos, passeios e tudo mais.
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abril 26, 2010
março 05, 2010
Meu mundo caíu!
Essa é a sensação que a gente tem quando os pequenos ficam dodóis, né? E infelizmente, ficam com muito mais freqüência do que eles merecem ou deveriam. Vira e mexe tem uma perebinha aqui, uma virose alí (tempos modernos), é febre, sarampo, catapora, ouvidos, garganta, pé quebrado, braço luxado, dedo cortado, testa e queixo que insistem em cair primeiro, ufa, não pára e depois que vai pra escola então, ninguém segura mais.
A verdade é que por mais cuidadosas, e todas somos, eles são sempre abatidos por um “vilão” e quando isso acontece me fala, quem fica pior? Quem fica abatidíssima, sem dormir, comer, etc....acabada mesmo?
O que fazer (ta no manual): Corre pro pediatra, claro!!! Pronto-socorro só para emergência (ninguém merece). Depois, respira fundo, se enche de coragem e começa:
- Ajude seu filho a entender o que está acontecendo com ele e como vamos encarar essa “batalha” juntos.
- Não, não e não deixa ele perceber que você está aos pedaços, arrasada e com medo. Lembre-se a segurança e auto-confiança dele, dependem das suas! (Aproveita e reza mais um pouco)
- Tire forças, não sei de onde, e não desista (aproveita e faz uma promessa agora). Mostre à ele que você confia muito no “tio” (pediatra “quase Deus”), que acredita no tratamento e no que está fazendo e por pior que seja, vai acabar, vai passar e tudo vai ficar bem.
- Mostre-se solidária. Você sabe o que ele está passando, e pra ele, provavelmente é novidade. (Volte a rezar!)

Principalmente, faça tudo com muito carinho e amor, dê muito colinho, muitos miminhos e boa sorte! A melhor lição disso tudo é que ele terá certeza que pode confiar em você, que não está sozinho e que você é THE BEST! (não esquece de agradecer todos os santos pra quem você apelou!)
No mais, boa sorte pra nós, coragem à todas e lembremos que por pior que seja ou esteja, vai passar, tudo sempre passa... Só amor de mãe é que fica pra sempre, grudado no peito que nem tatuagem, entranhado no corpo que nem nossas rugas e necessário que nem o ar que respiramos.
Beijos
Cristina João
Fotos: choro, maos, caixa, coracao
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