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janeiro 30, 2010

Pinta???




Eu tinha que contar essa. Todo mundo já sabe que o Murilo (3) é filho da Andrews (??) que todo mundo sabe é minha irmã de sangue e de alma. Sempre fomos a melhor amiga uma da outra (pontos pra dona Flora que desde pequenas nos ensinou a importância do amor de irmãos) e não sei se por isso e se só por isso ou por tudo isso, sou apaixonada pelo Murilo que pra mim é como se fosse um dos meus filhotes. Ele me chama de Titi. Assim como a mãe dele, ele é quietinho, meiguinho, delicadinho e moço, muito moço. Nem parece tão novinho, é cheio de responsabilidades, faz tudo direitinho, é mega educado (ela é bem melhor educadora que eu,rs.), paciente, espera tudo sem surtos ou chiliques e virou o maior tagarela. Dia desses , pra alegria geral da minha família, ele tava na minha casa e percebi que tava na hora de fazer um pipizinho básico (ele saiu da fralda há pouco tempo então já viu né, tem que ta vigiando...) e fomos os dois ao banheiro. Chegando lá ele disse que não queria e a super tia pra dar exemplo disse: “Tudo bem meu amor, é a titi que vai fazer xixi, depois se você quiser, é a sua vez.” Ele se conformou e ficou ali me esperando e quando eu já estava me vestindo ele soltou essa: “Titi você não tem pinto né?” e eu calmamente e com a cara mais natural do mundo respondi: “Não a Titi é menina né?” e ele rapidamente concluiu: “Ah é, então você tem PINTA igual a mamãe!” e eu ainda insisti, só pra ele repetir: “PINTA??” e ele me explicou paciente e pausadamente pra que não restasse a menor dúvida: “Titi, meninos têm PINTO e meninas têm PINTA!”.






Gente não é o máximo, olha que eu conhecia um montão de nomes, uns fofinhos e delicados e outros nem tanto, mas, pinta é demais! Além de delicado e sutil, é simples e direto, como as crianças são.


Ah esse meu sobrinho me mata de orgulho, inteligente e observador que só ele!!


Desculpem a corujice, mas tia é tia, e se eu não fosse a tia, seria a mãe!


Só tenho uma reclamação/reivindicação: Vocês têm que passar mais tempo aqui em Santos com a gente!! Amo vocês!











Beijocas,


Cris João


Fotos:http://pix.com.ua/db/people/childrens/children2/m-716018.jpg e http://semprematerna.uol.com.br/imagens/manual-bebe/intestino-preguicoso/bebe-papel-higienico-grande.jpg

janeiro 29, 2010

Escola, a difícil escolha...


Chega um dia em que todas têm que tomar a decisão de colocar ou não o filho na escola. Algumas podem esperar até a idade limite outras têm que optar pela escola muito cedo. Particularmente, eu acho que quem não tem vovó pra ajudar, é a melhor opção. Na escola existem pessoas preparadas para cuidar de nossos pequenos, e empregados na maioria das vezes não estão, e afinal, amor e carinho é tarefa dos pais.


Mesmo não trabalhando fora, opção que fiz quando engravidei, optei por colocar meus filhotes na escola com 02 anos. Por serem os únicos netos e sobrinhos viviam num mundo de adultos e achei que deveriam ter contato com crianças. Então fui à escolha de uma escola. Moro em Santos-SP e há algumas boas e tradicionais escolas aqui e fui a cada uma delas. Em primeiro lugar me decidi que não queria uma escola pequena, onde só tivesse a pré-escola, optei por escolas que fossem desde o berçário até o ensino médio (antigo colegial, até isso mudou...). Achei que seria doloroso fazer o “parto” várias vezes, e assim minhas escolhas foram acontecendo.

Andei numa e noutra e percebi que o básico, ou seja, o conteúdo obrigatório pelo ministério da educação, todas me dariam o diferencial estava em como isso seria dado. Bem, cheguei no CARMO uma escola bem antiga e tradicional daqui, famosa por aprovar seus alunos nos melhores vestibulares do país, etc. Fui recepcionada e apresentada a escola e ao que ela oferecia: psicólogos de plantão, nutricionistas, seguranças, educadores especializados, câmeras que te colocam em contato com seu filhote no berçário, cursos extras, e mais uma infinidade de modernidades que fazem parte da escola. Passada essa fase de apresentação, fui pra próxima, já com a coordenadora da pré-escola e foi aí que tudo começou... o espaço físico da escola é enorme mas é todo dividido por faixas etárias (Carmito=berçário, Carminho=pré-escola, Carmo=ensino fundamental e Carmão=ensino médio) e então uma “tia” extratégicamente colocada, pegou meus filhotes pela mão e foi lhes apresentar a escola, enquanto a coordenadora me mostrava tranquilamente o resto, e o resto era simplesmente tudo: a escola tem ainda classes para alunos com necessidades físicas e mentais especiais que convivem harmoniosamente com os “normais”. Fui me encantando, meus filhos aprenderiam desde cedo a conviver com as diferenças e acreditem aprendem mesmo (eles têm que “ajudar” os amigos especiais em algumas atividades, incentivar em outras e fazem tudo isso de forma tão natural que não percebem a grandiosidade de seus atos), tem passeios para creches, orfanatos e asilos periodicamente e trabalham isso durante toda sua vida escolar de acordo, é claro, com a maturidade de cada ano. Percebi também que cada um era tratado como cada um, respeitando seu tempo, suas necessidades, seus talentos e seus déficits, etc.



E foi aí que eu me decidi. A escola seria uma continuação da minha casa, portanto, tinha que “pensar” e “agir” de forma parecida. Percebi que mais que a educação acadêmica (muito bem cuidada) eles têm como prioridade, formar cidadãos. Os valores como família, amigos, respeito e solidariedade são o alicerce dessa escola o resto tão importante quanto, vem junto de forma simples e organizada.


Foi assim que matriculei meus dois filhotes no CARMO e amamos aquela escola que faz parte de nossa família. Tudo é dividido, trabalhamos pais, educadores e alunos, todos juntos para realizarmos o sonho de tornar nosso mundo melhor. É claro que ensinam os valores de competição, mas de forma bem natural e saudável.


Não é fácil, eu sei, mas procura com o coração que você também vai achar uma escola bem legal pro seu filho e lembre-se que ali ele vai passar a maior parte da vida dele. No final, tudo dá certo, sempre dá!! E quando não der, muda, sem medo de ser feliz.





Beijocas,


Cris João



Fotos:  http://blig.ig.com.br/anielle/files/2009/10/bebe-lendo-livro.jpg ,  http://www.sdr.com.br/dicas/Futsalomon233.jpg e http://palavrasaovento.blogs.sapo.pt/arquivo/coracao.jpg.





janeiro 28, 2010

JOAO


"Parabens, parabens, hoje e' seu dia, que dia mais feliz...." . Muitas Felicidades meu querido Joao.
Quando conheci meu marido, ele me apresentou um "irmao" de fe, de coracao, de pensamentos (muito iguais), depois de um tempinnho este irmao veio nos apresentar sua futura esposa (que hoje ja' e') e que trazia junto seu maravilhoso filho Pedro, tornaram-se logo nossa familia. Meu filho nasceu e juntos (eu e meu marido) queriamos escolher alguem que nao fosse familia de sangue (para nao ter ciumes de irmaos) para padrinho do Murilo. Nada melhor que os melhores amigos que se tornam familia, estava escolhido Ale e Jana foram os padrinhos.

No meio do caminho veio este pequeno que hoje faz 2 aninhos e que "parece que foi ontem" (desculpem o jargao) que fomos ao hospital celebrar seu nascimento. Nasceu Joao (ah eu ja amei pois tem meu nome) que para alegria minha e de meu marido adivenhem ? E' nosso afilhado! Dai vem nosso querido blog Recomadres (mais um filho para cuidarmos juntas e que e' claro fomos logo convocando a ajuda da "universitaria" Cris, minha irma).

O post de hoje nao poderia ser sobre outro assunto, que nao fosse falar de JOAO.

Desejar a ele, aos pais e ao irmao (Pepe) que ele adora muito, muitas felicidades, muitas alegrias, muita paciencia, muito amor, muita saude, muita coisa boa....
....Querido menino que hoje completa mais um aninho, que o teu caminho se ilumine sempre, que seu sorriso nos alegre sempre, que a tua ternura nos complete sempre e que sempre possamos estar ao seu lado.


Te amamos muito

Um beijo enorme da sua Dinda, de seu Dindo e de seu "primo" Murilo.

Texto de Andrea Joao


Fotos: http://poroutraspalavras.files.wordpress.com/2009/06/poster_shrek2.jpg

janeiro 27, 2010

Socorro, eles querem voar!!


Parece que foi ontem que nasceram, lindos, tão pequeninos e indefesos, tão dependentes de nos, tão carentes de atenção e cuidados e agora...continuam lindos, mas crescidos, foram ganhando e fortalecendo identidades próprias, mais independentes (demais para o meu gosto de supermãe), tão seguros e se achando os Reis da Cocada Preta (eta comentário antigo!). Nem percebi quando comecei a me sentir menos necessária (péssimo) para o banho, as refeições, o vestir-se sozinhos, calçar e amarrar os sapatos, as lições de casa que eu não consigo mais acompanhar, e as perguntas (quase interrogatórios) que foram caminhando pra uns papos-cabeça....pois e’ as vezes olho e sinto um orgulho enorme de tanto progresso, quase uma sensação de “tarefa cumprida”, pelo menos ate aqui.


Ao mesmo tempo, nem consegui assimilar esses traumas (porque ‘e um trauma essa tal independência que a gente ensina), e eles já estão querendo ir mais longe...
É um tal de: – Mãe, deixa eu vir sozinho da escola?, - Mãe, sábado vou pra cassa do Fulano!, - Mãe, me deixa no cinema sexta a tarde?!, - Mãe, deixa eu ir ao show do AC/DC?, Vai tooooodo mundo que eu conheço (esse e um argumento muito usado), e por aí vai, e cada vez querem avançar mais um pouquinho.



Nessa hora eu gostaria de saber de quem é aquela frase: “Os filhos a gente cria pro mundo!”. Os meus não, não são do mundo, são meus!!!! Aí, eu paro tudo, penso, reflito, ligo pras amigas, divido minhas angústias, recorro a minha mãe e chego sempre a uma conclusão: Não dá mais pra segurar, eles vão continuar crescendo (que peninha...), não dá pra criá-los no nosso mundinho pra sempre!

Não quero nem imaginar que daqui a pouco uma louca vai entrar na vida deles e roubar um coração que era só meu e eu ainda vou torcer para que elas os façam ainda mais felizes que eu fiz. Bom, isso eu penso depois...
E é assim que a gente segue, cedendo aqui, proibindo ali, segurando por um lado e soltando por outro, fazendo negociações, concessões e aos poucos nos soltando! Sempre tudo bem explicadinho, com carinho. E os meus medos e inseguranças? Ah, esses eu engulo todos, respiro fundo, entrego na mão de Deus (porque daqui pra frente só Ele), afinal de contas os medos são meus!

Então, já que não tem outro jeito, é melhor ajudá-los nessa nova fase, acreditar que tudo que foi feito até agora vai render bons frutos, e assim iremos todos juntos crescendo e nos tornando cada vez melhores...

....Até que um dia, em determinada hora, eles vão decolar sozinhos e nós claro, aqui, firmes e fortes torcendo, dando aquela mãozinha, aquele empurrãozinho e babando sempre!!



É, eles vão voar, mas que demore muiiiiiiiiiiito e que me levem de carona!!!






Beijos






Cristina Joao

Fotos: detudo.xn.blog.br/de-tudo-esclarece-de-onde-v..., http://emodance.files.wordpress.com/2009/10/baby-wallpaper2.jpg e http://epoca.globo.com/edic/399/extraanima05.jpg

janeiro 26, 2010

Frases Feitas...




Sabe aquele monte de frases feitas que a mãe da gente, e a mãe de todo mundo, repetia pra gente e agora a gente se pega repetindo, igualzinho, pros nosso filhos? CUIDADO: na maioria da vezes elas se tornam verdadeiras armas contra nós mesmas!



Parece maldição mas não é, é apenas o tal ciclo da vida seguindo o seu caminho e, em algumas situações, não nos resta outra opção à não ser “sacar” uma delas.


Aqui tem algumas que lembrei:

- Uma das piores: Você quer um irmãozinho? (Fala sério, ele tem escolha??)


- Não vai doer nada! – antes daquela injeção horrorosa- (Mentira, mentira! Dói um bocado!)


- Mas o que significa isso? (Gente, pode ser tanta coisa...usa a imaginação!)


- Come tudo rapidinho, você enrola demais! (Não falaram que a gente tem que comer bem devagar??)


- Corre que a gente tá atrasado! (Você não vive dizendo que ele não anda, só corre? – Se decide pô!)


- Você me deixa louca! (Pára, você já era louca, só piorou um pouquinho mais!)


- Eu te falei, te avisei e agora? (Avisar era seu papel mesmo e agora corre e ajuda o pimpolho a apagar o “incêndio”!)




- Um dia você vai crescer e ter filhos também! (Parece que tá rogando uma praga pro pobrezinho, crescer é bom e ter filhos é ainda melhor!)

- Pára, você brinca o tempo todo, com tudo! (Gente, não é assim que deveria ser??)


- Come tudo pra crescer e ficar forte! (Provavelmente, quem come TUDO cresce e ficará gordo!)


- Ganhar não é tudo, o importante é competir! (Péssimo, destrói essa, essa não ajuda em nada, nada mesmo!)



...E por aí vai. Quer saber quando isso tudo vira uma arma? Resposta: Quando eles começam a repeti-las todas de volta e no mesmo tom! Agora quer saber como termina??


Resposta: Não termina! A gente vai continuar repetindo essas e outras mil frases feitas, loucas e com ou sem sentido algum, e “amanhã” eles também vão repetir para os nossos netos e assim por diante...Não tem jeito! É assim que tem que ser...e será! (Isso também vinha no manual, página 163, lembra?)


Beijos,


Cris João

Fotos: http://sun20.files.wordpress.com/2009/03/mae-e-filho.jpg, - palavrasgospelmusicas.blogspot.com/2009_04_01... e http://miudoscriativos.files.wordpress.com/2009/02/pinguins_grang.jpg



janeiro 23, 2010

Anotações e Lembretes



Sou partidária de idéias simples e práticas, daquelas que funcionam mesmo. Por isso, desde cedo adotei um método que me ajuda muito, nem sei de onde tirei essa idéia, mas depois descobri que é muito usada por mães de múltiplos: um caderninho de anotações. Parece ridículo que uma mãe tenha que anotar lembretes, mas quando se tem mais de um filho (os meus só têm 01 ano de diferença 13 e 12 anos) a gente pira, acha que não vai dar conta e tudo parece que fica bem maior. A idéia é tão simples que dá super certo, principalmente com mamães de primeira viagem, mamães de gêmeos e simplesmente mamães organizadas.



A idéia é a seguinte: você compra um caderninho (enfeita ele todo, pinta borda, etc. ou nem faz nada) e divide ele em duas partes.

Na primeira parte você anota todas aquelas pequenas dúvidas que você vai se lembrando no dia-a-dia e deixa pra perguntar pro pediatra na próxima consulta. Na maioria das vezes, a gente esquece! Tem sempre um monte de coisas pra perguntar e fica difícil lembrar de tudo. Não se esquece de levar o caderninho na consulta né, tenho uma amiga que sempre esquece aí claro que não adianta nada.


Na segunda parte você anota os sintomas e a evolução de doenças e tratamentos.


Por exemplo:

- acordou no domingo às 6:30 hs com vômito.
- 8:00 hs diarréia moderada, sem febre e sem vômito.
- 10:00 hs estado febril e diarréia.
- 11:00 hs. Febre alta dei antitérmico. (000 gotas)
- 12:00 hs. Sem febre, com vômito e diarréia; início de soro via oral

... e assim você vai anotando o decorrer da história e quando você tem que falar no PRONTO SOCORRO ou pro pediatra fica bem mais fácil dele diagnosticar e te ajudar até por telefone.


Gente parece bobagem, mas quando você tem dois... e as doenças de crianças e viroses nunca pegam um filho só e fica difícil você lembrar quantas vezes o mais novo vomitou, ou o intervalo entre as diarréias, etc.


Eu ainda costumo anotar no meu caderninho tratamentos longos como aquelas pomadinhas com corticóides que a gente tem que usar por muitos meses alterando as doses e às vezes alternando pomadas, “desmamando” aos poucos o uso das benditas. Acreditem meus filhos já tiveram probleminhas dermatológicos diferentes, mas ao mesmo tempo, é de enlouquecer. Outra coisa que eu faço até hoje: marco logo que chego da farmácia as caixas dos remédios com o nome do paciente, o modo de usar e os horários com caneta retroprojetora.


Essas dicas eu já dividi com amigas que têm gêmeos e tudo fica menos complicado e dependendo do tratamento, você pode fazer uns quadros de papel que você gruda na geladeira que também facilitam muito.


Que fique bem claro que sou descomplicada e prática então têm que ser tudo bem light, sem stress e somente pra facilitar, não precisa fazer um diário e nem um relatório hospitalar, tudo tem que ter como prioridade te ajudar e descomplicar sua vida.



Idéias simples tornam a vida menos complicada.



Beijos,



Cristina João


Fotos:
http://niseken.files.wordpress.com/2009/07/42-22403430.jpg, http://www.ujs.org.br/portal/images/stories/redacao.jpg, http://www.christiangump.net/wp-content/uploads/2008/05/memory.jpg e http://img7.imageshack.us/i/lovebooks.jpg/.

janeiro 22, 2010

Eu nao pude resistir, quando li este texto da minha irma (Cris), lembrei logo desta foto do meu filhote (tirada por mim), que remete exatamente o que ela diz ....beijinhos, espero que curtam e se emocionem como eu ....valeu, mana!
                                                                             Andrea Joao



Hora do soninho...

Gente, pára tudo! Tem hora melhor do que à noite, quando a gente coloca um filho pra dormir??Não, não estou falando daquele sossego que vem junto com o sono...estou falando da satisfação de vê-los dormindo, tranqüilos e salvos. Eu faço isso, toda a noite há 14 anos e ainda me emociona a cada boa-noite. Quando nasceram eu ficava ali ,em pé, ao lado do berço observando e imaginando como seria dalí pra frente. Como eles se desenvolveriam ou, com quem se pareceriam? Ficava horas alí sonhando com o futuro deles, me questionando se eu estava no caminho certo, guardando seus sonhos...conferindo seus corpinhos, cantando aquelas músicas de ninar...e por fim ia pra minha cama com um certo alívio, sensação de Missão Cumprida! O tempo foi passando, eles foram enchendo o berço, ganharam camas e eu continuo lá, sento todas as noites na beiradinha de cada uma, confiro os corpos agora enormes, examino cada centímetro, faço planos e projeções, velo seus sonhos e depois, ajeito a coberta fofa, dou aquele beijo demorado e um “Deus te abençoe meu filho!” (aqui em Santos faz muito calor então ligamos o ar-condicionado todas as noites e o quarto fica bem friozinho, assim a gente tem coberta o ano todo, entendeu??) Já não canto mais músicas de ninar, mas o encantamento é o mesmo! Às vezes me pego imaginando o dia em que virei a cada cama e não os encontrarei, estarão em alguma balada ou quando sairão de casa, fico triste só de imaginar....aí balanço a cabeça como que pra apagar aqueles pensamentos e volto pra mais um caloroso beijo! Quando chego na porta do quarto olho, toda noite, pra trás, respiro fundo e tenho a certeza que estão seguros e protegidos.


Outro dia, estava em minha cama e o Matheus(13) perguntou: vai dormir mãe? Eu respondi: sim e fechei os olhos. Ele foi até minha cama e carinhosamente repetiu todo o ritual: afofou minhas cobertas, debruçou sobre meu corpo e me deu um beijo quente e demorado e disse: “Deus te abençoe mãe!” e o Marcus(12) tratou de fazer o mesmo e acrescentou “Deus te abençoe mãe, passa lá depois!”. É claro que dei um tempo e passei lá e foi minha vez de repetir o ”sagrado ritual de boa noite”, é assim que batizamos esse momento.


É isso aí mamães, eles crescem, enchem o berço e depois a cama mas continuam sempre nossos pequenos. Nos tornam super-poderosas à medida em que temos a certeza de que embaixo de nossos olhos eles estão bem e longe de todos os perigos!!


Beijos,


Cris João


Fotos: arcevo pessoal e www.hstviseu.min-saude.pt/pediatria/urgenciai...

janeiro 21, 2010

Viva as diferenças...




Ninguém é exatamente igual à ninguém. Todas as pessoas têm defeitos, qualidades e características que tornam única a forma como olhamos a vida.
Convivemos diariamente com as diferenças sociais, de raça, credo e intelectuais, que vamos aprendendo a respeitar (ou pelo menos deveríamos) e que vão formando o cenário de nossas vidas.



Aprender desde cedo a respeitar e entender essas diferenças nos torna pessoas melhores, mais seguras e felizes. É aí que nós mamães de plantão entramos: temos a obrigação de ensinar aos nossos pimpolhos que somos todos iguais, seres humanos que têm direitos e deveres a serem respeitados, e, sobretudo, que lutamos todos, para sermos felizes, porém temos diferenças e que são essas diferenças que nos tornam únicas!

Aqui em casa, são dois filhotes, crias de uma mesma mãe, que recebem a mesma educação, o mesmo amor e a mesma atenção desde que nasceram, e são dois seres tão distintos: um tão descolado, com um jeitão leve de ver e levar a vida, feliz mas um pouco ranzinza, assim é o meu Marcus (12). Já o outro, é a responsabilidade em forma de gente (ou de criança), tudo tem que ser planejado, organizado, tudo tem um peso e uma medida, feliz também, mas, com medo de magoar a todos, é assim o meu Matheus(13). Para a maioria das mamães, isso vira um problema, mais de um filho, mais de uma personalidade, várias cabeças com várias idéias mas aqui não, isso vira aprendizado diário para todos. Temos que nos respeitar e nos entender a todo instante, afinal lutamos todos por um bem maior, nossa felicidade.



Gente é nisso que eu acredito, devemos sim lutar por um mundo mais justo e com mais igualdades sociais, porém as desigualdades de cada indivíduo devem ser respeitadas. Cada um é cada um, e cada um no seu quadrado! Um bom exemplo disso é que tem o universo das meninas e o universo dos meninos, e que apesar de se completarem, e como se completam, são totalmente diferentes.


Quanto mais cedo aprendemos a lidar com as diferenças, menos preconceitos carregaremos durante toda a vida. Tenho amigos negros, amarelos (quantos japas), gays, deficientes e de todas as religiões e times de futebol e vivemos todos em harmonia e com respeito, inclusive meus filhos. Afinal, de forma diferente, somos todos iguais!!



Beijos,


Cris João

Fotos:http://favoritos.files.wordpress.com/2006/11/criancas_mundo.jpg, http://favoritos.files.wordpress.com/2006/11/criancas_mundo.jpg, http://www.brasilescola.com/upload/e/A%20origem%20do%20Dia%20das%20Criancas%20-%20BRESCOLA.jpg e http://soupoeluz.blogspot.com/2009/05/continuem-falar-me-de-amor.html.








janeiro 19, 2010

Amigo imaginário, quem não tem?





O papo hoje é mais sério, algumas de nós mamães de plantão ficamos preocupadas com a existência do amigo imaginário ou amigo invisível. Por isso dessa vez, o texto não se trata apenas de experiência própria. Recorri aos livros de psicologia infantil que sempre pesquiso, selecionei e resumi de maneira curta e clara um assunto que às vezes assusta.



“A maioria das crianças entre três e cinco anos cria um amigo imaginário. O amigo imaginário ou invisível, como é popularmente conhecido, funciona como uma espécie de recurso para os pequenos compreenderem e elaborarem todos os sentimentos de alegria e tristeza que despertam nessa idade. De acordo com a psicóloga Gláucia Guerra Benute, da Divisão de Psicologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, três em cada dez crianças entre três e cinco anos criam um amigo imaginário ou invisível. Ele pode surgir de dois modos: amigo invisível ou objetos personificados como travesseiro, cobertor, fralda, chupeta, entre outros (com os quais as crianças interagem dando-lhes vida, como se fossem de verdade). Além de fazer parte das atividades de rotina da criança, com ele os pequenos costumam brincar, conversar e discutir determinadas situações ou até mesmo brigar quando se sentem contrariadas. Mas, na maioria das vezes, buscam dividir suas alegrias e principalmente suas tristezas. “É muito comum e extremamente saudável as crianças criarem um amigo imaginário durante a infância. Esta é a forma que elas encontram de se comunicarem com elas mesmas”, explica a psicóloga. Embora as crianças tenham consciência de que o amigo invisível não passa de uma invenção de sua própria imaginação, usam disso como um recurso valioso para seu desenvolvimento e para compreender e elaborar todos os sentimentos que estão envolvidos em determinadas situações, principalmente os mais conflituosos como o medo, a frustração, a angústia, a raiva e a preocupação.



O que os pais devem fazer? Em primeiro lugar, os pais não devem se apavorar, porque esta é uma atitude totalmente normal da criança. Em segundo lugar, os pais não devem interferir. De acordo com a psicóloga, quando o filho (a) estiver falando com o amigo imaginário e agindo como se ele fosse de carne e osso, brincando com ele, chamando para jantar e sentar ao seu lado, os pais devem apenas observar e ouvir o que dizem e ficar atentos aos seus gestos e atitudes. Nunca devem incentivá-los ou reforçar a presença “dele”. “No caso dos adultos se comportarem como se o ‘amiguinho’ realmente exista, isso poderá deixar a criança totalmente confusa, uma vez que ela sabe que isso não passa de uma brincadeirinha inventada por ela. Já em uma atitude contrária, como a repreensão, a criança pode se sentir desrespeitada e confrontada, pois sentirá que os pais estão tirando dela um recurso que criou para se auto-defender. Os pais devem participar da conversa apenas quando forem solicitados”, recomenda Gláucia.


Atenção a determinadas atitudes


O que os pais devem perceber é o grau de interferência que esse tipo de recurso pode ter na vida da criança, pois a função do amigo imaginário não deve ser, em momento algum, prejudicial ao seu desenvolvimento. Existem algumas atitudes que a criança pode manifestar e que merecem uma atenção maior dos adultos. Entre elas os pais devem observar:


• A influência que o amigo imaginário tem na vida da criança, no caso dos filhos incluírem este personagem em todas as brincadeiras e atividades do dia-a-dia;


• Se a criança tem dificuldade de conviver e se sociabilizar com outras crianças;


• Se prefere a companhia do amigo de mentirinha aos de verdade ou à própria família;


• Quando a criança passar horas isolada, brincando sozinha, mesmo quando está em grupo.


• Na maioria dos casos, essas manifestações são dissipadas com o tempo. O mais comum é a criança recorrer ao amigo imaginário com uma freqüência ainda menor conforme for ficando mais velha, até eliminá-lo de vez. Isso deve começar a acontecer por volta dos quatro anos e pode se estender, no máximo, até os cinco anos e meio de idade. Ao persistirem nessas fantasias ou fugirem de situações consideradas normais e aceitáveis durante um determinado período, os pais devem procurar ajuda especializada, como psicólogos.”




Beijos,



Cristina João





Fotos:http://vocalentreamigos.files.wordpress.com/2009/05/crianca-no-espelho.jpg, www.yobazzip.com/mt/archives/2006/02/adoaao.html .



janeiro 18, 2010

Birras, Castigos e Limites...


Vejam o que dizem os especialistas:

““O pediatra e psicanalista britânico Donald Winnicott dizia: “É saudável que um bebê conheça toda a extensão da sua raiva. Na vida, existe o princípio do desejo e o princípio da realidade. Uma criança a quem se cede em tudo imediatamente, ‘a quem nunca se recusou nada’, como dizem os pais, suporta mal a frustração. Muitos desses pais que cedem sempre vêem o filho no presente, ao passo que aqueles que sabem dar sem mimar vêem o filho no tempo e no futuro. Eles lhe oferecem perspectivas, lhe mostram o valor do desejo e da espera, para melhor saborear o que é obtido.”

As crianças, ao contrário do que se pensa, são muito preocupadas com regras. Parece que agir dentro de limites, cuidadosamente estabelecidos, oferece-lhes uma estrutura segura para lidar com uma situação nova e desconhecida.

É fundamental que os adultos tenham clareza de suas convicções e sejam fiéis a elas, pois, para os pequenos, eles são modelos vivos a serem seguidos. É por meio do convívio com essas fontes de referências que eles vão estruturando a sua própria personalidade


A criança que não aprende a ter limite cresce com uma deformação na percepção do outro. As conseqüências são muitas e, freqüentemente, bem graves como, por exemplo, desinteresse pelos estudos, falta de concentração, dificuldade de suportar frustrações, falta de persistência, desrespeito pelo outro – por colegas, irmãos, familiares e pelas autoridades. Com freqüência, essas crianças são confundidas com as que têm a síndrome da hiperatividade verdadeira, porque, de fato, iniciam um processo que pode assemelhar-se a esse distúrbio neurológico. Na verdade, muito provavelmente trata-se da hiperatividade situacional, pois, de tanto poder fazer tudo, de tanto ampliar seu espaço sem aprender a reconhecer o outro como ser humano, essa criança tende a desenvolver características de irritabilidade, instabilidade emocional, redução da capacidade de concentração e atenção, derivadas, como vimos, da falta de limite e da incapacidade crescente de tolerar frustrações e contrariedades.””


Depois disso, só nos resta avaliar e reavaliar nossa conduta. Eu, particularmente, concordo com tudo, mas na prática, às vezes, é tão complicado...


Aí a gente vai cedendo aqui e ali e revendo conceitos e posturas e com muito amor a gente chega lá, afinal quem disse que mãe não pode errar nunca?? A gente erra sim, volta atrás (graças a Deus), se arrepende, pede desculpa e fica tudo bem. E se a coisa apertar demais pede socorro pros universitários, colegas de auditório, vovós, titias, pro Içami Tiba** (meu mestre e Guru), em fim, pede ajuda...


Frases do guru IÇAMI TIBA:
-"É na auto-estima que reside a felicidade de um filho"

-“Nunca se deve dar tapas nos filhos, mesmo que sejam pedagógicos.”


- “Os pais devem se sentir tranqüilos em relação à educação dada a seus filhos, na medida em que lhes transmitem a responsabilidade pela própria felicidade, dando-lhes a autonomia de que eles certamente precisarão na vida adulta. Por fim, fica marcada a idéia de que os pais têm de garantir uma boa educação, que fizeram à sua parte da melhor maneira e assim contribuir para que seus filhos sejam felizes.”


Vale a pena ler, até quem ainda não tem filhos:


** Limites na medida certa, Içami Tiba, editora Integrare


**Quem Ama, Educa, Içami Tiba, editora Gente


Beijos,


Cris João

Fotos:http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/8116/imagens/crianacomraiva.jpg, http://guiadobebe.uol.com.br/bb3a4/images/rbee_46.jpg e http://blog.cancaonova.com/medicinaeseguranca/files/2009/06/bebe_nene63-300x200.jpg

janeiro 16, 2010

Melhores Amigos...



Convivendo com os animais desde cedo: Seu filho pede insistentemente um animalzinho de estimação e você tem dúvidas se atente ao pedido. Quer uma dica? Saiba que um animal de estimação ajudará no desenvolvimento emocional e social da criança.


Veja o que dizem os especialistas: “ As crianças que se criam junto com animais de estimação apresentam muitos benefícios. O despertar de sentimentos positivos para o animal pode contribuir para a auto-estima e autoconfiança da criança. Um bom relacionamento com os animais pode também ajudar no desenvolvimento na comunicação não verbal, a compaixão e empatia.


Ter um animal também requer cuidados e estes cuidados, orientados por um adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do animal e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, dividir o seu pão e oferecer-lhe um pedaço da sua bolacha, medicá-lo quando necessário, também favorece o desenvolvimento do vínculo afetivo e a lidar com os mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até à morte. É neste aspecto da vida e da morte que o animal de estimação tem um papel muito importante, pois a criança aprende a lidar com a perda e com a dor.


Enfim, são inúmeros os benefícios de ter um animal de estimação em casa. Veja um resumo deles abaixo:


· A criança que convive com animais, é mais afetiva, repartindo as suas coisas, é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos acontecimentos, é crítica e observadora, sensibiliza-se mais com as pessoas e as situações.


· Apresenta autonomia, responsabilidade, preocupação com a natureza, com os problemas sociais e desenvolve uma boa auto-estima.


. Relaciona-se facilmente com os amigos, tornando-se mais sociável, cordial e justa. Sabe o valor do respeito.


· Desenvolve a sua personalidade de maneira equilibrada e saudável”


Mamãe - Agora o recado é para as mamães que ficam preocupadas quanto ao risco de alergias. Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolver alergia, pois o seu sistema imunológico já está “acostumado” com os agentes alergênicos encontrados nos animais.



Já o sistema imunológico de crianças que cresceram sem contato com animais não reconhece os agentes alergênicos provocando reações. Não esqueça de levar o animalzinho ao veterinário sempre para que receba os cuidados necessários e evitar doenças, sempre acompanhado de seu filho para que também escute as orientações do doutor criando assim mais responsabilidade.

Cuidados com os bichinhos - antes de escolher um bichinho, consulte um veterinário para que este auxilie na escolha de acordo com suas possibilidades, como ambiente onde o bichinho irá viver, espaço que necessitará, necessidade de passeios, etc. Além disso, ele lhe orientará quanto às questões de saúde e prevenção de doenças do seu animalzinho.


Minha história: Tendo em base tudo isso, eu não resisti e comprei um cãozinho para os meus filhotes quando eram bem pequenos (4 e 5 anos),a marca dele, ops a raça dele é Dachshund (ou Teckel), na verdade um salsichinha preto que carinhosamente foi batizado de SCOOBY-DOO. Gente, passado a novidade, comecei a me estressar com os cuidados que eles requerem, o cheiro na casa, a sujeira, e etc. Em fim, descobri que não sou uma ótima dona de cachorros. Acreditem, há pessoas que podem e outras que não devem ter cachorros. Foram duas alegrias, quando ele chegou e outra quando foi embora. É bem verdade que ele acalma as crianças, sociabiliza e etc., mas decidi ser só mãe de crianças, doei o pobre pra uma família que goste mais de animais do que de gente!


Uma boa opção foi o peixinho, bem mais tranqüilo pra cuidar, não faz barulho, não roem sapatos, não latem etc.




E tem a melhor dica: a plantinha de estimação lembra? Nao ? entao da uma lembradinha aqui...

Gente é isso, fica meu relato pessoal e a dica: Apesar de tudo, cachorros são grandes amigos, se não os melhores, da criançada!!


Beijos,



Cris João

Fotos: fogoprateado-sonhos.blogspot.com/2008/08/c.html e http://images.google.com.br/imgres?

janeiro 15, 2010

O que é o que é…


Hoje eu acordei com vontade de agradecer, porque a gente não tem que ter um motivo para demonstrar um carinho, um gesto de amor, são tantas as maneiras que podemos fazer… um sorriso, um cafezinho, um carinho, uma palavra, um silencio na hora certa, um abraço, um beijo, uma compreensão, etc, basta querer e “não ter a vergonha de ser feliz” como diz a musica de Gonzaguinha (O que é o que é?)

Outro dia fui trocar meu filho para dormir e do nada ele olhou pra mim e disse: “ Mãe você e’ bonita” , gente ! para tudo né...imagina voce se preparando pra ir dormir depois de um longo dia e aquela fofura olhando pra você e dizendo isso , ah chorei ne, literalmente. Essa pureza, essa espontaniedade, essa sinceridade, não deveríamos perder jamais. Aquilo me soou como um obrigado bem grande, uma demonstracao de carinho.

Mas eu não vim aqui para corujar meu filhote, vim para dizer que, não necessariamente nessa ordem e não somente por isso, eu:


-Agradeço minha mãe e meu paizão, por me ensinarem a ser a pessoa que sou e que sempre, sempre me apoiaram e tentaram me mostrar os melhores caminhos....


-Agradeço minha comadre, primeiro por ser minha REcomadre, depois por ter me ajudado a fazer esse Blog que eu adoro, fazemos com muito carinho e sem ela não existiria....

-Agradeço à minha irmã Cris João, porque sem ela talvez este blog não tivesse tantas histórias lindas e nem tantos seguidores queridos e por muitas outras coisitas...

-Ah, agradeço aos seguidores, claro, parece bobagem, mas é muito gostoso saber que as pessoas gostam daquilo que você faz, se dedica e com carinho divide e voce ainda ganha muitos amigos...


-Agradeço meu maridão, pois sem ele....ah vocês já sabem: o meu filhote LINDO!



-Agradeço ao dia, ao sol, a chuva, a lua, a natureza e principalmente ao Universo por eu acordar e viver nesse mundão, que é maravilhoso!


-e para não ficar bla, bla, bla, bla, bla agradeço é lógico ao meu filho Murilo que me ensina e me faz melhor a cada dia!


Pense, reflita, oriente-se e agradeça, mesmo que por pensamento, à tudo que te faz uma pessoa melhor nesta vida. Ah e se puder cante e cante bem alto a musica: “Somos nos que fazemos a vida, como der, ou puder, ou quiser.....é a vida, é bonita e é bonita”, porque com tanta pureza eles (os pequenos) sabem tuuuuudo.


Beijos

Andrea João







Fotos: http://martinholutero.com.br/_infantil/wp-content/uploads/2009/11/agradecer.jpg, patriciafavoretto.blogspot.com/2009/07/agrade... e fratellosolesorellaluna.blogspot.com/2009_07_...

janeiro 14, 2010

Meu filho é de massinha de modelar




A explicação é a seguinte: Quando colocamos uma criança no mundo é como se pegássemos uma massinha de modelar pra brincar. Vamos amassando, apertando, dando formas e o tempo vai passando. Precisamos saber a forma que daremos porque ele, porque será essa forma que ele terá pra sempre, depois que secar.
E seca rápido, viu?!

Pensando nisso que eu crio meus filhotes!
Pensando que eles serão amanhã, a forma que eu os modelar hoje!
Ontem vai..., porque o mais novo está com quase 2 aninhos...

E tô sempre lendo, perguntando, reparando, assistindo... (Cá entre nós, ultimamente tenho me espelhado na educação dos filhos da Cris. A-do-ro a relação dela com eles)

Admiro muito o doutor Içami Tiba e suas "enciclopédias". Tá certo que o cara radicaliza, mas 90%, aqui em casa dá certo, eu garanto!

Lembro e relembro a educação que eu tive, a das minhas amigas, primos... Dou uma boa peneirada, aparo as arestas e sigo em frente!

Assisto muito e adoro o Super Nanny da tv à cabo! Gosto da versão inglesa, com a Jo Jo. Existem outros, mas essa versão é a que mais combina comigo, porque a "babá" é mais descolada.
Fico vendo alguma scenas e desacredito! Outras me vejo.
Aí entra meu bom senso de tentar mudar! Tentar, porque vamos ser sinceros, mudar é fogo!!!

E é assim, negada! De olho aqui e acolá que aprendemos a "fazer crescer esses baixinhos". E lembrando que nunca seremos perfeitos, o importante é nunca entregar os pontos!

Quando tocar nesses assuntos de novo, sobre educação e seus métodos, conto uns causos. Quem sabe não ilumina o caminho de alguém...

Um beijo e até.


Texto de Janaína
Fotos: Bebê e Lupa 

janeiro 13, 2010

Cuidados, Carinhos e Proteção...


Durante a Assembléia Geral das Nações Unidas, no dia 20 de Novembro de 1989, representantes de centenas de países aprovaram a Declaração dos Direitos da Criança:


1- Todas as crianças são iguais e têm os mesmo direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.


2- Toda criança deve ser protegida pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possa se desenvolver física e intelectualmente.


3- Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.


4- Toda criança tem direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe.


5- As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.


6- Toda criança tem direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.


7- Toda criança tem direito à educação gratuita e ao lazer.


8- Toda criança tem direito de ser socorrida em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.


9- Toda criança deve ser protegida contra o abandono e a exploração no trabalho.


10- Toda criança tem o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.


Isto posto, é nosso dever zelar por nossos pimpolhos. Eles crescem numa velocidade incrível e algumas situações ou objetos passam, de repente, a representar grandes riscos aos nossos pequenos. Então vale lembrar:



- Cuidado com moedas, agulhas, miçangas, pilhas, tesouras, giletes, tomadas e mais uma infinidade de coisas miúdas que até bem pouco tempo, eles não alcançavam ou não tinham interesse. É incrível, mas tudo, tudo mesmo tem a boca como destino certo na mão dos pequeninos.


- Cuidado dobrado com remédios e produtos de limpeza. Infelizmente, todos tem cor ou formato (alguns parecem balinhas) e aroma atraentes aos curiosinhos de plantão. Conheço algumas mamães que já passaram situações bem complicadas por não terem guardado medicamentos REALMENTE FORA DO ALCANCE das crianças. Me desculpem a franqueza, mas é quase imperdoável que isso aconteça. Todas temos esconderijos altos e de difícil acesso até para os maridos, e se não for suficiente, não pense duas vezes, tranque com chave!


- Cuidado com as redes de proteção (nossa aliada constante). Muito tem se falado disso ultimamente por causa de acidentes recentes, mas vale lembrar: Não deixe de fazer revisões periódicas nas suas redes. Elas apodrecem com o tempo, os parafusos enferrujam e as tramas se desfazem. Meus filhos têm 13 e 12 anos, já troquei minhas redes duas vezes e estou programando a terceira troca, tudo sempre com a orientação do instalador. Você sabia que as normas de segurança indicam o uso de telas de proteção até os 15 anos?! Exagero? Eu prefiro não duvidar, crianças têm cada idéia... Meu Marcus já pulou de um banco, no meio do shopping dizendo que ia voar como o BATMAN, ainda bem que foi de um banco! Ah, existem telas de proteção também para piscinas, outro lugarzinho que merece atenção.


Mantê-los longe de situações de risco, além de nossa obrigação é uma prova de amor e o desafio é realmente grande, portanto faça uma varredura em sua casa, uma verdadeira operação pente-fino, posição de escoteiro (sempre alerta) e muitos problemas serão evitados. É sempre melhor prevenir do que tentar remediar!!

Beijos,


Cristina João


janeiro 11, 2010

E os porquês continuam...


No começo, apesar de alguns porquês complicados, eu fui tirando de letra. Respondia sempre com a verdade mas só até aonde a maturidade de cada época permitia.E bastava....Só que o tempo foi passando e os porquês foram complicando: “Mãe, por quê tem tanta gente ruim no mundo?”, “por quê tem gente que não tem casa, nem família e nem o que comer?”, “por quê tem criança que é abandonada?”, “por quê que quanto mais eu cresço, você envelhece e um dia tem que morrer, a gente não pode viver junto pra sempre?”, “por quê os velhos tem que ficar doentes e morrer?”,”por quê criança fica doente?”, “por quê tragédias acontecem também pra quem é bom?”,“por quê?”, “por quê?” e “por quê?”.

Claro que tentei esclarecer cada um dos porquês que foram aparecendo com a mesma honestidade de sempre, mas pra alguns eu não tinha uma resposta muito clara ou pelo menos pra mim elas ainda não são muito claras. Aí pensei se até pra mim é difícil entender com clareza esses mistérios do Universo, como ajudá-los?

Não tive dúvida! Procurei uma psicóloga super respeitada em Santos (Dra. Maria Paula Carvalhaes) e coloquei minhas angústias, meus receios e preocupações em esclarecer ajudando meus filhos a se tornarem cada vez mais fortes emocionalmente, assim, quem sabe, serão adultos mais esclarecidos sobre os mistérios da vida.

Resultado: Ficamos, cada um na sua época em terapia, e até hoje quando tenho dúvidas disso ou daquilo, ligo, procuro, recorro à ela e seus conhecimentos. Fica bem mais fácil quando alguém te norteia qual a melhor forma de lidar com a perda, com a dor, a frustração... Ter alguém preparado ajuda a ajudá-los até no quesito educação. Encontrei nela, um porto seguro que me acalma quando me desespero. Sempre me preocupei muito em criar pessoas felizes e realizadas e com uns toques fica bem mais fácil. Às vezes supervalorizamos alguns pontos menos importantes e nos descuidamos, sem perceber, de outros mais importantes e é nessa parte que ela te ajuda, entendeu?? Dividir problemas é sempre bom, mas somar soluções é melhor ainda!

Então fica a dica: Não resista, se entrega, existem ótimos profissionais aí prontos pra nos ajudar. Pára com essa bobagem que Psicólogos são apenas pra quem tem “problemas”, a vida pode ser bem mais descomplicada, basta querer!! Na lista do pediatra, dentista, oftalmo, otorrino e etc., inclui uma psicóloga. A troca de experiência é fantástica!! Isso sem dizer, que de quebra, é mega chique dizer que você e sua família tem um terapeuta de plantão. Olha que elas ainda ajudam na socialização, formação do caráter, detectam possíveis problemas de atenção (deficit), timidez e etc.

Beijos,

Cristina João.

 
 
 
 
 
 
Fotos: http://blog.cancaonova.com/fotosquefalam/files/2008/04/crianca.jpg e http://blig.ig.com.br/filosofiaparacriancas/files/2009/03/logica.jpg












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